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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Futsal e Futebol – companheiros ou adversários ? - Conclusão

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Seria o Futsal um dos responsáveis pelo o surgimento e, por que não dizer, fornecimento de um número inesgotável de novos talentos para o Futebol?
Qual a idade mais indicada desta transição?
Quais aspectos do Futsal contribuem na performance no Futebol?
Quais aspectos desenvolvidos no Futsal que dificultam durante esta transição?

• Identificar como foi o inicio e com que idade este atletas começaram a participação nestes desportos.
• Saber qual a opinião dos atletas quanto à transição indicada, à idade e forma que deverá ocorrer.
• Identificar quais as diferenças mais significativas de um desporto para o outro.

Na procura desta resposta, não existem dados concretos que nos orientem na obtenção de informações sobre os factores de transição do Futsal para o futebol, ou do futebol para o Futsal.
O estudo é do tipo qualitativo caracteriza-se por uma pesquisa descritiva exploratória. Foram entrevistados 12 atletas de Futsal da categoria adulto masculino e 12 atletas de Futebol da categoria profissional, de um Clube Federado.
Para efectuar a análise e interpretação deste estudo, além do referencial de literatura, foram utilizados os dados colectados nos relatos e opiniões dos Atletas.

• A maioria dos atletas teve o incentivo da família para o começo no desporto. (apareceram os indicadores professor da escola e colegas);
• Todos acreditam que a transição do Futsal para o Futebol seja o indicado;
• Alguns ainda acreditam que seja possível jogar as duas modalidades e optar mais tarde por uma delas;
• Com relação a idade mais indicada, embora tenha sido bem diversificada, apresentou uma tendência de respostas dos 13 - 14 anos para esta transição.

Segundo a opinião dos atletas, as diferenças mais marcantes de uma modalidade para a outra são: no Futsal requer mais velocidade, mais precisão no passe, mais movimentação, deve-se saber jogar em todas as posições, os espaços são mais reduzidos, aumenta a velocidade de raciocínio e é mais utilizada a parte anaeróbica.
Já no futebol a mais espaços de jogo, as falhas individuais, tantos técnicas quanto tácticas aparecem mais, é utilizada mais a parte de resistência e é necessário um período a adaptação ao equipamento de jogo (chuteira).

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Futsal e Futebol – companheiros ou adversários ? - 1ª Parte


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Como desporto número 1 no mundo, as questões do futebol sempre chamaram a atenção e interesse de grande parte da população de inúmeros países. Desde a primeira conquista de um campeonato mundial em 1958, o Brasil tornou-se alvo de atenção especial dos meios futebolísticos mundiais. Na sombra do Futebol, o Futsal é hoje a segunda modalidade mais praticada no nosso país e nos últimos anos, tem conquistado a população, sendo praticado por milhões de pessoas em todos continentes; tanto como forma de lazer, quanto sob a forma de desporto competitivo.

A semelhança entre o Futebol e o Futsal, leva a que as crianças e jovens a praticar o Futsal em escolas e escolinhas desportivas para, que mais tarde, sejam direccionadas ou convidadas a jogarem o Futebol em clubes profissionais.

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Neste contexto, tem-se observado que muitos destes jovens, no momento desta mudança, geralmente do Futsal para o Futebol, não conseguem se adaptar às exigências que o novo ambiente exige; principalmente no que diz respeito aos aspectos técnicos, tácticos (basicamente, a utilização adequada do espaço) e físicos (adaptação física dos deslocamentos curtos, com pouco tempo de recuperação para deslocamentos de maior distância e, com mais tempo de recuperação durante o jogo). Como exemplo, podemos citar atletas famosos do Futsal como Ortiz, Manoel Tobias e Falcão que, talvez pela idade mais avançada, não conseguiram se adaptar e se reciclar às exigências do Futebol.

Seria o Futsal um dos responsáveis pelo o surgimento e, por que não dizer, fornecimento de um número inesgotável de novos talentos para o Futebol?
Qual a idade mais indicada desta transição?
Quais aspectos do Futsal contribuem na performance no Futebol?
Quais aspectos desenvolvidos no Futsal que dificultam durante esta transição?....

Na próxima semana a segunda parte deste artigo.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

A Educação Física e o Futsal

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Quando falamos de crianças na iniciação desportiva não podemos esquecer que seu desempenho esta directamente ligado as capacidades motoras e não só. O Professor de Educação Física tem um papel importante para a crianças se tornarem em atletas de Futsal. Um profissional que nas suas aulas tem como objectivo trabalhar todos os fundamentos necessários. É aqui que elas aprendem a saltar, correr, equilibrar, chutar, driblar, rolar, pular, etc..Tudo o que ela necessita para desenvolver a coordenação motora.


Juntamente com o trabalho desses fundamentos o mais importante é o desenvolvimento intelectual, onde a criança aprende a resolver qualquer situação em que ela se encontre. Não podemos esquecer da integração, cooperação, solidariedade, socialização que é desenvolvida durante as aulas de educação física, isso o aluno leva com ele para o resto da vida. O professor de Educação física que trabalha a modalidade de Futsal durante as suas aulas, não precisa ter a preocupação de formar atletas mas sim despertar o interesse deles.


O momento que o aluno mais gosta da aula é a hora de jogar, situação onde a bola esteja presente, jogos (4x4) (5x5) (6x6) entre outros. O jogo não será o mais importante, o objectivo principal é que ele esteja desenvolvendo a sua coordenação e aprendendo os principais fundamentos que um atleta de Futsal necessita.


Quando a criança chega ate nos treinadores, elas já tem um certo conhecimento, e já esta com sua coordenação desenvolvida, devemos aproveitar tudo que já esta feito e dar sequência no trabalho sem deixar que o aluno perca o interesse. E para que isso aconteça devemos fazer com que a criança treine com reais situações de jogos, assim ela poderá desenvolver sua criatividade, e criar soluções para as situações encontradas. Não devemos esquecer que a educação física e a base e o Profissional dessa área são grandes aliados das Escolas de Futsal e principalmente do técnico de Futsal.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Importância da comunicação e feedback.A importância da comunicação na relação treinador/atleta.


A comunicação na relação treinador/atleta é de fundamental importância para o sucesso de uma equipa ou de um atleta. O tempo em que o havia o treinador “mandão”, não existe mais. O relacionamento entre ambos deve ser o mais profissional possível, com respeito e cumplicidade. O treinador só irá conseguir o máximo de seu atleta, se o mesmo, confiar e seguir as instruções do líder.
Os treinadores devem ter consciência que ao transmitirem uma atividade, ela deverá ser explicada, não só como se realiza e o porque de sua realização. Muitos treinadores pelo que vou vendo nos jogos que assisto (mais de camadas jovens), hoje em dia, e cada vez mais aparecem ao “berros” com os atletas, complicando mais a sua própria comunicação para com o atleta.
Outro aspecto importante dessa relação é o feedback que o atleta fornecerá ao treinador, tanto no treino como no jogo, isto é, somente com uma boa comunicação entre ambos, o treinador terá condições de verificar o desempenho do seu atleta e da sua equipa. Vários autores citam que o feedback é a informação que um atleta recebe sobre a realização de uma actividade, podendo ser fornecida durante ou após a prática em que o conhecimento do resultado é a informação fornecida ao executante de uma tarefa, após a execução da mesma. É tido como a variável mais importante para a aprendizagem motora, logo após a prática.
O treino no qual os atletas recebem informações de feedback positivas é mais agradável e tem a preferência dos atletas. Portanto, os treinadores devem se empenhar em aumentar o feedback positivo durante a sessão de treino. O feedback, e mais especificamente o feedback positivo tem três características fundamentais: motivação, reforço e informação. O feedback negativo por parte do treinador, ou seja , do gênero: “não jogaste bem”, “não deves fazer isso”, “tivemos mal”, pode ser prejudicial para o atleta, não querendo dizer para não fazer mas dizendo de outra maneira utilizando “tivemos menos bem” ou “tiveste um dia menos bom”..etc... Não é conveniente nem eficaz uma excessiva frequência de feedback, pois pode causar uma certa dependência ao atleta. O feedback deve ser fornecido no máximo cinco segundos após a execução para aproveitar a memória que o atleta tem de sua execução. Pode-se dizer que, além do fator quantitativo, o fator qualitativo dessa informação é o que determina a compreensão e eficácia da informação e a eficácia do ensino. Não se pode esquecer de que a qualidade da informação fornecida ao praticante depende do conhecimento e da capacidade de intervenção do treinador.
Estudos comprovaram que aumentar a precisão da informação melhora a desempenho até certo ponto, a partir do qual, aumentar a precisão do feedback não melhora a performance, podendo inclusive prejudicá-la. É fundamental fazer uma correcta avaliação das necessidades do feedback para a detecção dos erros que comete o atleta. Não é útil ser redundante e proporcionar uma informação que o atleta pode captar por si mesmo. Por outro lado, é necessário transmitir informações sobre aqueles aspectos que o atleta não pode captar por seus próprios meios, nota-se neste aspecto a competência pedagógica e técnica do treinador.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Imagine isto!






· Imagine que uma criança tenha potencial para movimentos incrivelmente graciosos e expressivos, mas que os seus professores evitam as actividades de movimento.
· Imagine que uma criança adore música e seja capaz de expressar-se através dela, mas na sua escola ou sua casa ninguém escute música, toque um instrumento ou cante com ela.
· Imagine uma criança que tenha velocidade, actividade visual e percepção de espaço que não tenha a oportunidade de praticar um desporto, mas sua professora a considere lenta porque não consegue expressar suas ideias por escrito.
O que acontecerá com essas crianças? Parecerão deficientes pelos padrões das escolas tradicionais?
Seriam rotuladas como fracassos e simplesmente desistirão de tentar?
Quando revelarão seus talentos como dançarinos, cantores ou jogadores?
O que se perde quando o potencial de uma criança não encontra uma saída para se expressar?
O que ganharíamos se tentássemos reconhecer as contribuições únicas que cada criança é capaz de fazer?
O Desporto abre uma gama de oportunidades de expressão. Propicia momentos para experimentar actividades diversificadas, favorece a socialização, a criatividade, a auto-estima, a espontaneidade, assim como o desenvolvimento motor, cognitivo, social e emocional. E às vezes, o que uma criança mais precisa é de uma oportunidade!
Iara Lopes